quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Entreolhares


Ana Carolina me atordoa com essas canções " sod medida "





" Se ficar assim me olhando,
me querendo, procurando,
não sei não, eu vou me apaixonar!
Eu não tava nem pensando
mas você foi me pegando
e agora não importa aonde vá...





Eu que sei tão pouco de você!
E você que teima em me querer!



terça-feira, 26 de janeiro de 2010

as coisas mais leves




No fim tu hás de ver que as coisa mais leves
são as únicas que o vento não conseguiu levar:
um estribilho antigo,
o carinho no momento preciso,
o folhear de um livro,
o cheiro que um dia teve o próprio vento...

Mario Quintana

"... o mundo vai girando cada vez mais veloz
a gente espera do mundo, e o mundo espera de nós
um pouco mais de paciência ..."



Às vezes eu fico numa angústia de desesperar, e não sei o que fazer comigo.
Outras vezes, não. Eu me encanto e abraço a vida. E a recebo com saudades, como quem reencontra alguém querido, após uma longa temporada distante.

Hoje, acordei assim. Querendo respirar e contemplar a vida.
Leveza, tranquilidade, placidez.
Quero mais nada, não.
Pelo menos hoje.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

" é né "

Nothing's gonna change my world.
(Nada vai mudar meu mundo)



Mas há diversas situações que possuem poder
suficiente para virá-lo de ponta cabeça.
Da forma mais divertida.
Deliciosa.
E estranha possível.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Com ou Sem você

Ontem, hoje lembrei-me de ti. E sabes, senti saudade.
Sim talvez seja parvo, mas eu senti. saudades de estar contigo.
De sentir teu cheiro ( eu adorava teu cheiro ). De ouvir tua voz,
de te ouvir cantar sempre aquela nossa canção ( With or Without You - U2 )
de te ouvir soletrar o meu nome, bem pertinho ao ouvido.
Apesar de todo este tempo que passou,
eu te amei verdadeiramente.
Se ainda te amo?
Não sei, mas sem dúvida nenhuma, que penso em ti,
que sinto sua falta.
Mas de que adianta?
O passado foi lá atrás, já passou
tanto tempo, e este sentimento perdura.


Eu ainda não te esqueci eu não posso mais te amar.




ao som: With or Without You

sábado, 23 de janeiro de 2010

Sem Querer

É interessante como algumas coisas se transformam ao longo do tempo!
Ainda mais quando essas alterações também transformam as vidas e opiniões das pessoas! E não são poucas as que levam a sério a filosofia 'eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.' Ainda assim, não entendo porque existem certas resistências com relação ao novo!
Quem segue cegamente a teoria 'Raul Seixiana', às vezes se perde na própria instabilidade e duplicidade! E quem vive de prontidão e evita qualquer novidade de vida, está sujeito a viver emperrado e desastrosamente imutável! Não se permitir é ser carrasco de si mesmo! "É chato chegar a um objetivo num instante".
Há quem ache que não tem tempo para nada disso! É 8 ou 80! Ou sonha ou sobrevive! Doce engano!
Equilibre-se entre os extremos!
Radicalismo demais é uma prisão!
Saiba que algumas escolhas precisam ser feitas, porque há quem roube e pior: não agüenta carregar depois!
Quer saber?!
Ouse mais!





Me fiz em mil pedaços
Prá você juntar
E queria sempre achar
Explicação pro que eu sentia
Como um anjo caído
Fiz questão de esquecer
Que mentir prá si mesmo
É sempre a pior mentira...

( Quase sem querer - Legião Urbana )

Hoje entendo o silencio sufocante de
quem tem ainda muito que dizer mas,
que sabe que não é o momento
certo para falar.
Que se perde quem se ama num

segundo e que nunca mais se
recupera dessa perda.
Que depois de se perder o porto de
abrigo, encontrar um farol é ainda
mais dificil porque é preciso o
dobro da coragem;
porque amar requer coragem e
sacrifio e nobreza de alma e para
quem não sabe amar é tarefa titanica!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Você foi a mentira sincera...

brincadeira mais séria que me aconteceu.








Queria tanto que estivesse aqui.

Mas ai me pergunto:

Estar aqui pra que?

Para contar aquelas mentiras sinceras, brincadeiras não sérias?







Hoje quando penso com saudades é porque a saudades apenas devora quando se esta longe, por perto você me enerva.


quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Extremos da Paixão

Não, meu bem, não adianta bancar o distante
lá vem o amor nos dilacerar de novo...


Andei pensando coisas. O que é raro, dirão os irônicos. Ou "o que foi?" - perguntariam os complacentes. Para estes últimos, quem sabe, escrevo. E repito: andei pensando coisas sobre amor, essa palavra sagrada. O que mais me deteve, do que pensei, era assim: a perda do amor é igual à perda da morte. Só que dói mais. Quando morre alguém que você ama, você se dói inteiro(a)- mas a morte é inevitável, portanto normal. Quando você perde alguém que você ama, e esse amor - essa pessoa - continua vivo(a), há então uma morte anormal. O NUNCA MAIS de não ter quem se ama torna-se tão irremediável quanto não ter NUNCA MAIS quem morreu. E dói mais fundo- porque se poderia ter, já que está vivo(a). Mas não se tem, nem se terá, quando o fim do amor é: NEVER.


Pensando nisso, pensei um pouco depois em Boy George: meu-amor-me-abandonou-e-sem-ele-eu-nao-vivo-então-quero-morrer-drogado. Lembrei de John Hincley Jr., apaixonado por Jodie Foster, e que escreveu a ela, em 1981: "Se você não me amar, eu matarei o presidente". E deu um tiro em Ronald Regan. A frase de Hincley é a mais significativa frase de amor do século XX. A atitude de Boy George - se não houver algo de publicitário nisso - é a mais linda atitude de amor do século XX. Penso em Werther, de Goethe. E acho lindo.


No século XX não se ama. Ninguém quer ninguém. Amar é out, é babaca, é careta. Embora persistam essas estranhas fronteiras entre paixão e loucura, entre paixão e suicídio. Não compreendo como querer o outro possa tornar-se mais forte do que querer a si próprio. Não compreendo como querer o outro possa pintar como saída de nossa solidão fatal. Mentira:compreendo sim. Mesmo consciente de que nasci sozinho do útero de minha mãe,berrando de pavor para o mundo insano,e que embarcarei sozinho num caixão rumo a sei lá o quê, além do pó.O que ou quem cruzo entre esses dois portos gelados da solidão é mera viagem: véu de maya,ilusão,passatempo.E exigimos o terno do perecível,loucos.


Depois, pensei também em Adèle Hugo, filha de Victor Hugo. A Adèle H. de François Truffaut, vivida por Isabelle Adjani. Adèle apaixonou-se por um homem. Ele não a queria. Ela o seguiu aos Estados Unidos, ao Caribe, escrevendo cartas jamais respondidas, rastejando por amor. Enlouqueceu mendigando a atenção dele. Certo dia, em Barbados, esbarraram na rua. Ele a olhou. Ela, louca de amor por ele, não o reconheceu. Ele havia deixado de ser ele: transformara-se em símbolosem face nem corpo da paixão e da loucura dela. Não era mais ele: ela amava alguém que não existia mais, objetivamente. Existia somente dentro dela. Adèle morreu no hospício, escrevendo cartas (a ele: "É para você, para você que eu escrevo" - dizia Ana C.) numa língua que, até hoje, ninguém conseguiu decifrar.


Andei pensando em Adèle H., em Boy George e em John Hincley Jr. Andei pensando nesses extremos da paixão, quando te amo tanto e tão além do meu ego que - se você não me ama: eu enlouqueço, eu me suicido com heroína ou eu mato o presidente. Me veio um fundo desprezo pela minha/nossa dor mediana, pela minha/nossa rejeição amorosa desempenhando papéis tipo sou-forte-seguro-essa-sou-mais-eu. Que imensa miséria o grande amor - depois do não, depois do fim - reduzir-se a duas ou três frases frias ou sarcásticas. Num bar qualquer, numa esquina da vida.


Ai que dor: que dor sentida e portuguesa de Fernando Pessoa - muito mais sábio -, que nunca caiu nessas ciladas. Pois como já dizia Drummond, "o amor car(o,a,) colega esse não consola nunca de núncaras". E apesar de tudo eu penso sim, eu digo sim, eu quero Sins.


( Caio Fernando Abreu )

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Reticências

Quanta mudança alcança o nosso ser.
Posso ser assim, daqui a pouco não.
Se agregar não é segregar.
Se agora for, foi-se a hora.
Dispensar não é não pensar.
Se saciou, foi-se embora.
Quanta mudança, daqui a pouco...
Se lembrar não é celebrar.
Dura-lhe a dor, quando aflora.
Esquecer não é perdoar.
Se consagrou, sangra agora.
Tempo de dar colo, tempo de decolar.
O que há é o que é e o que será, nascerá.
Nasss... será?
Reciclar a palavra, o telhado e o porão.
Reinventar tantas outras notas musicais.
Escrever um pretexto, um prefácio, um refrão.
Ser essência muito mais.
A porta aberta, o porto, a casa, o caos, o cais.
Se lembrar de celebrar muito mais.
A poesia prevalece, a essência, a paz, a ciência.
Não acomodar com o que incomoda.
Vou, vou engarrafar essa dor, vou engarrafar a saudade, vou embreagar a tristeza. Bendizendo ela vira beleza.
Gentileza gera gentileza.


sábado, 16 de janeiro de 2010

Vou ali ser feliz e já volto


ontem chorei. por tudo que fomos. por tudo o que não conseguimos ser. por tudo que se perdeu. por termos nos perdido. pelo que queríamos que fosse e não foi. pela renúncia. por valores não dados. por erros cometidos. acertos não comemorados. palavras dissipadas. versos brancos. chorei pela guerra cotidiana. pelas tentativas de sobrevivência. pelos apelos de paz não atendidos. pelo amor derramado. pelo amor ofendido e aprisionado. pelo amor perdido. pelo amor. pelo respeito empoeirado em cima da estante. pelo carinho esquecido junto das cartas envelhecidas no guarda-roupa. pelos sonhos desafinados. estremecidos. adiados. pela culpa. toda a culpa. minha. sua. nossa culpa. por tudo que foi. e foi. e voou. e não volta mais pois que hoje é já outro dia. chorei. eu chorei. apronto agora os meus pés na estrada. ponho-me a caminhar sob sol e vento. eles secam as lágrimas. vou ali ser feliz e já volto.


Caio Fernando Abreu

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

...E esse vazio que ninguém dá jeito?

Você guarda no bolso, olha o céu, suspira, vai a um cinema, essas coisas. E tudo, e tudo, e tudo."
(Caio Fernando Abreu)
Ainda existem coisas que me ferem,
machucam e arrancam pedaços de ilusão com
uma força brutal, mas eu estou aqui de pé,
não dá pra desistir.
Não dá pra desistir das amizades que me fazem sorrir,
não dá pra desistir de estudar,
não dá pra desistir do amor.