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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

vem ficar comigo



Quero ser todinha tua,
por isso peço que me abraces, beija-me…
Não me dás ouvidos,
e a tua mão desce passando pelos meus seios,
já sentes meus mamilos duros e apertas com força enquanto
com a outra a enfias por dentro da minha minúscula calcinha e
sentes que a minha libido está no seu melhor…



ao som: Momentos - Isabella Taviane

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

leve-me daqui



Leve-me daqui
Breve
Não sei aonde ir
Uma ilha, o Japão
Longe lá no céu, dentro do avião
Beije-me até sarar
Forte
Só sei que quero desmanchar
O nó que fica na garganta
O amor que fere também agiganta

Eu quis fugir
Baby, daqui
Botar o pé na estrada

Leve-me daqui
Leve
Eu quero me sentir
Nas águas do Oceano Atlântico
No seco do deserto te abraçar romântico

Love me, quer namorar
Corre
Zomba de mim pra eu me entregar
Língua quente, lava de vulcão
Percorre o céu da boca e me tira do chão

É tão difícil pra mim
Entender as coisas do coração
O amor pode ser bom sim
Eu não sei não
Eu não sei

Vanessa Rangel

sábado, 23 de janeiro de 2010

Sem Querer

É interessante como algumas coisas se transformam ao longo do tempo!
Ainda mais quando essas alterações também transformam as vidas e opiniões das pessoas! E não são poucas as que levam a sério a filosofia 'eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.' Ainda assim, não entendo porque existem certas resistências com relação ao novo!
Quem segue cegamente a teoria 'Raul Seixiana', às vezes se perde na própria instabilidade e duplicidade! E quem vive de prontidão e evita qualquer novidade de vida, está sujeito a viver emperrado e desastrosamente imutável! Não se permitir é ser carrasco de si mesmo! "É chato chegar a um objetivo num instante".
Há quem ache que não tem tempo para nada disso! É 8 ou 80! Ou sonha ou sobrevive! Doce engano!
Equilibre-se entre os extremos!
Radicalismo demais é uma prisão!
Saiba que algumas escolhas precisam ser feitas, porque há quem roube e pior: não agüenta carregar depois!
Quer saber?!
Ouse mais!





Me fiz em mil pedaços
Prá você juntar
E queria sempre achar
Explicação pro que eu sentia
Como um anjo caído
Fiz questão de esquecer
Que mentir prá si mesmo
É sempre a pior mentira...

( Quase sem querer - Legião Urbana )

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Extremos da Paixão

Não, meu bem, não adianta bancar o distante
lá vem o amor nos dilacerar de novo...


Andei pensando coisas. O que é raro, dirão os irônicos. Ou "o que foi?" - perguntariam os complacentes. Para estes últimos, quem sabe, escrevo. E repito: andei pensando coisas sobre amor, essa palavra sagrada. O que mais me deteve, do que pensei, era assim: a perda do amor é igual à perda da morte. Só que dói mais. Quando morre alguém que você ama, você se dói inteiro(a)- mas a morte é inevitável, portanto normal. Quando você perde alguém que você ama, e esse amor - essa pessoa - continua vivo(a), há então uma morte anormal. O NUNCA MAIS de não ter quem se ama torna-se tão irremediável quanto não ter NUNCA MAIS quem morreu. E dói mais fundo- porque se poderia ter, já que está vivo(a). Mas não se tem, nem se terá, quando o fim do amor é: NEVER.


Pensando nisso, pensei um pouco depois em Boy George: meu-amor-me-abandonou-e-sem-ele-eu-nao-vivo-então-quero-morrer-drogado. Lembrei de John Hincley Jr., apaixonado por Jodie Foster, e que escreveu a ela, em 1981: "Se você não me amar, eu matarei o presidente". E deu um tiro em Ronald Regan. A frase de Hincley é a mais significativa frase de amor do século XX. A atitude de Boy George - se não houver algo de publicitário nisso - é a mais linda atitude de amor do século XX. Penso em Werther, de Goethe. E acho lindo.


No século XX não se ama. Ninguém quer ninguém. Amar é out, é babaca, é careta. Embora persistam essas estranhas fronteiras entre paixão e loucura, entre paixão e suicídio. Não compreendo como querer o outro possa tornar-se mais forte do que querer a si próprio. Não compreendo como querer o outro possa pintar como saída de nossa solidão fatal. Mentira:compreendo sim. Mesmo consciente de que nasci sozinho do útero de minha mãe,berrando de pavor para o mundo insano,e que embarcarei sozinho num caixão rumo a sei lá o quê, além do pó.O que ou quem cruzo entre esses dois portos gelados da solidão é mera viagem: véu de maya,ilusão,passatempo.E exigimos o terno do perecível,loucos.


Depois, pensei também em Adèle Hugo, filha de Victor Hugo. A Adèle H. de François Truffaut, vivida por Isabelle Adjani. Adèle apaixonou-se por um homem. Ele não a queria. Ela o seguiu aos Estados Unidos, ao Caribe, escrevendo cartas jamais respondidas, rastejando por amor. Enlouqueceu mendigando a atenção dele. Certo dia, em Barbados, esbarraram na rua. Ele a olhou. Ela, louca de amor por ele, não o reconheceu. Ele havia deixado de ser ele: transformara-se em símbolosem face nem corpo da paixão e da loucura dela. Não era mais ele: ela amava alguém que não existia mais, objetivamente. Existia somente dentro dela. Adèle morreu no hospício, escrevendo cartas (a ele: "É para você, para você que eu escrevo" - dizia Ana C.) numa língua que, até hoje, ninguém conseguiu decifrar.


Andei pensando em Adèle H., em Boy George e em John Hincley Jr. Andei pensando nesses extremos da paixão, quando te amo tanto e tão além do meu ego que - se você não me ama: eu enlouqueço, eu me suicido com heroína ou eu mato o presidente. Me veio um fundo desprezo pela minha/nossa dor mediana, pela minha/nossa rejeição amorosa desempenhando papéis tipo sou-forte-seguro-essa-sou-mais-eu. Que imensa miséria o grande amor - depois do não, depois do fim - reduzir-se a duas ou três frases frias ou sarcásticas. Num bar qualquer, numa esquina da vida.


Ai que dor: que dor sentida e portuguesa de Fernando Pessoa - muito mais sábio -, que nunca caiu nessas ciladas. Pois como já dizia Drummond, "o amor car(o,a,) colega esse não consola nunca de núncaras". E apesar de tudo eu penso sim, eu digo sim, eu quero Sins.


( Caio Fernando Abreu )

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Fica com a cama.
Nela estão todos os meus perfumes e também os meus melhores sorrisos
( sob o travesseiro do lado direito talvez ainda ao som daquela gargalhada ).
Fica com os lençois das nossas madrugadas, e todos nossos poemas.
O cobertor azul eu deixo pra vc...
As fotos também eu cedo, não as quero.
Não refletem os medos que tive, são apenas momentos ( congelados feitos os projetos que adiamos )
As chaves do apartamento deixo sob o tapete.
O amor e os sonhos eu levo junto com meu olhar encantado.
A dor está na caixa pesada que ficou no banheiro, não se preocupe, é minha
prometo vir buscar no feriado ( eu levaria hj, se pudesse, as no carro não cabia o mundo inteiro ).




Enfim...


( Longo suspiro )



sexta-feira, 1 de janeiro de 2010



Pronto!
Já tirei os quadros da parede,
joguei fora o resto de champanhe das taças,
pela janela atirei as falsas promessas
e cada marca sua que por ventura
ainda encontrei em mim!
Pendurei as estrelas no céu novamente,
retoquei a maquiagem,
escondi os cd’s, mas não consigo me
livrar das nossas músicas!
Peguei minha bolsa e do fundo
dela um meio sorriso e muitos suspiros,
além do papel com meu novo endereço: região dos versos atemporais, na terra onde mana inspiração...
A Outra
Los Hermanos
Paz, eu quero paz
Já me cansei de ser a última a saber de ti
Se todo mundo sabe quem te faz chegar mais tarde
Eu já cansei de imaginar você com ela
Diz pra mim se vale a pena, amor
A gente ria tanto desses nossos desencontros
Mas você passou do ponto e agora eu já não sei mais...
Eu quero paz
Quero dançar com outro par pra variar, amor
Não dá mais pra fingir que ainda não vi
As cicatrizes que ela fez
Se desta vez ela é senhora deste amor
Pois vá embora, por favor
Que não demora pra essa dor... sangrar

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009


Às vezes me pergunto
onde foi parar aquele imenso amor,
aquela entrega total,
o desejo da carne saciado,
ou então apenas aquele doce que estava na boca,
eu queria saber se foi só eu que perdi,
ou então fechou-se em potes de aço,
queria descobrir se o tempo expirou,
ou acabou a música em seus ouvidos,
ou apenas não sou mais seu conto de fadas,
acho que a lua apagou e já não se encanta com nossas fantasias...
Paulo Alvarenga

domingo, 27 de dezembro de 2009

Sei, eu sei que vejo mais do que eu deveria
Mas é que eu sou mesmo assim
Sinto, eu sinto tanto a sua falta...


A trilha sonora que nos acompanhou, parece ter sido escolhida a dedo...

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Se tu viesses ver-me...


Nenhum dia se vai

Sem que eu lembre teu nome

Sem que eu te pertença infinitas vezes

Sem que eu me afunde em teu amor.

Cada dia é cheio dessa espera

De que eu abra meus olhos

E te encontre perto de algum céu

Onde eu posso colorir teus lábios

Com beijos cheios de canção

Onde eu possa me prender ao teu corpo

Com laços vermelhos invisíveis de paixão

Sim, meu Amor nenhum dia se vai

Sem que o céu que invento,

Sem que eu perceba

Que a única forma de te tocar

É através das poesias

Que ao entardecer te escrevo...

( Cáh Morandi )

Beijos cheios de saudades...

ao som: Vento no litoral - Legião Urbana