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domingo, 18 de abril de 2010

...como você me dói de vez em quando...



"...sabe que o meu gostar por você chegou a ser amor pois se eu me comovia vendo você pois se eu acordava no meio da noite só pra ver você dormindo meu Deus como você me doía de vez em quando eu vou ficar esperando você numa tarde cinzenta de inverno bem no meio duma praça então os meus braços não vão ser suficientes pra abraçar você e a minha voz vai querer dizer tanta mas tanta coisa que eu vou ficar calada um tempo enorme só olhando você sem dizer nada só olhando e pensando meu Deus como você me dói de vez em quando "
( Caio Fernando Abreu )









E você? Você é o motivo. Do meu amanhecer.
E a minha angústia ao anoitecer
Eu sei de todas as suas tristezas e alegrias
Mas você nada sabes
Nem da minha fraqueza
[ Renato Russo]

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Realmente... Isso é estranho...

a música fala por mim...








All Star

Nando Reis

Estranho seria se eu não me apaixonasse por você
O sal viria doce para os novos lábios
Colombo procurou as índias mas a terra avistou em você
O som que eu ouço são as gírias do seu vocabulário

Estranho é gostar tanto do seu all star azul
Estranho é pensar que o bairro das laranjeiras
Satisfeito sorri quando chego ali e entro no elevador
Aperto o 12 que é o seu andar não vejo a hora de te reencontrar
E continuar aquela conversa
Que não terminamos ontem ficou pra hoje

Estranho mas já me sinto como um velho amigo seu
Seu all star azul combina com o meu preto de cano alto
Se o homem já pisou na lua, como eu ainda não tenho seu endereço
O tom que eu canto as minhas músicas para a tua voz parece exato

Estranho é gostar tanto do seu all star azul
Estranho é pensar que o bairro das laranjeiras
Satisfeito sorri quando chego ali e entro no elevador
Aperto o 12 que é o seu andar não vejo a hora de te reencontrar
E continuar aquela conversa
Que não terminamos ontem ficou pra laranjeiras
Satisfeito sorri quando chego ali e entro no elevador
Aperto o 12 que é o seu andar não vejo a hora de te reencontrar
E continuar aquela conversa
Que não terminamos ontem, ficou pra hoje

sábado, 13 de fevereiro de 2010

se eu disser pra você...




QUE HOJE acordei triste, que foi difícil sair da cama, mesmo sabendo que o sol estava se exibindo lá fora e o céu convidava para a farra de viver, mesmo sabendo que havia muitas providências a tomar, acordei triste e tive preguiça de cumprir os rituais que normalmente faço sem nem prestar atenção no que estou sentindo, como tomar banho, colocar uma roupa, ir pro computador, sair para compras e reuniões — se eu disser que foi assim, o que você me diz?


Se eu lhe disser que hoje não foi um dia como os outros, que não encontrei energia nem para sentir culpa pela minha letargia, que hoje levantei devagar e tarde e que não tive vontade de nada, você vai reagir como?


Você vai dizer “te anima” e me recomendar um antidepressivo, ou vai dizer que tem gente vivendo coisas muito mais graves do que eu (mesmo desconhecendo a razão da minha tristeza), vai dizer para eu colocar uma roupa leve, ouvir uma música revigorante e voltar a ser aquela que sempre fui, velha de guerra. Você vai fazer isso porque gosta de mim, mas também porque é mais um que não tolera a tristeza: nem a minha, nem a sua, nem a de ninguém.


Tristeza é considerada uma anomalia do humor, uma doença contagiosa, que é melhor eliminar desde o primeiro sintoma. Não sorriu hoje? Medicamento.


Sentiu uma vontade de chorar à toa? Gravíssimo, telefone já para o seu psiquiatra.


A verdade é que eu não acordei triste hoje, nem mesmo com uma suave melancolia, está tudo normal.


Mas quando fico triste, também está tudo normal.


Porque ficar triste é comum, é um sentimento tão legítimo quanto a alegria, é um registro da nossa sensibilidade, que ora gargalha em grupo, ora busca o silêncio e a solidão. Estar triste não é estar deprimido. Depressão é coisa muito mais séria, contínua e complexa.


Estar triste é estar atento a si próprio, é estar desapontado com alguém, com vários ou com si mesmo, é estar um pouco cansado de certas repetições, é descobrir-se frágil num dia qualquer, sem uma razão aparente — as razões têm essa mania de serem discretas. “Eu não sei o que meu corpo abriga/ nestas noites quentes de verão/ e não importa que mil raios partam/ qualquer sentido vago de razão/ eu ando tão down...”.


Lembra da música? Cazuza ainda dizia, lá no meio dos versos, que pega mal sofrer. Pois é, pega. Melhor sair pra balada, melhor forçar um sorriso, melhor dizer que está tudo bem, melhor desamarrar a cara.


“Não quero te ver triste assim”, sussurrava Roberto Carlos em meio a outra música.


Todos cantam a tristeza, mas poucos a enfrentam de fato.


Os esforços não são para compreendê-la, e sim para disfarçá-la, sufocá-la, ela que, humilde, só quer usufruir do seu direito de existir, de assegurar o seu espaço nesta sociedade que exalta apenas o oba-oba e a verborragia, e que desconfia de quem está calado demais. Claro que é melhor ser alegre que ser triste (agora é Vinicius), mas melhor mesmo é ninguém privar você de sentir o que for. Em tempo: na maioria das vezes, é a gente mesmo que não se permite estar alguns degraus abaixo da euforia. Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip hop, e nem por isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar. Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente sempre volta, anunciando o fim de mais uma dor — até que venha a próxima, normais que somos.



( Martha Medeiros )

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010





Só ele conheceu uma mulher corajosa que admitiu todos os medos
Todas as neuroses, todas as inseguranças, toda a parte feia e real
Que todo mundo quer esconder
Ninguém nunca me viu tão nua e transparente como você
Ninguém nunca soube do meu medo de
Nadar em lugares muito profundos, de amar demais, de se perder
Um pouco de tanto amar, de não ser boa o suficiente
Só ele viu meu corpo de verdade
Minha alma de verdade, meu prazer de verdade
Meu choro baixinho embaixo da coberta
Com medo de não ser bonita e inteligente
Só para ele eu me desmontei inteira porque confiei que ele
Me amaria mesmo eu sendo
Desfigurada, intensa e verdadeira
Como um quadro de Picasso

Tati Bernardi
putz, que saudade amor...

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010




A gente se apertou um contra o outro.
A gente queria ficar apertado assim
porque nos completávamos desse jeito,
o corpo de um sendo a metade perdida do corpo do outro.


Caio Fernando Abreu

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Dom Casmurro sempre foi meu livro favorito

Ler Dom Casmurro é como ser tragado para um infidável mar de emoções humanas trabalhadas de maneira genial por um dos maiores nomes da Literatura Brasileira.





Motivado pelas suas memórias, Dom Casmurro começa a escrever seu livro:
“Comecemos por uma célebre tarde de novembro que eu nunca esqueci.”

Machado de Assis in “Dom Casmurro”


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

erros e acertos




imagem retirada da net

ao som: Pra rua me levar - Ana Carolina

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

as coisas mais leves




No fim tu hás de ver que as coisa mais leves
são as únicas que o vento não conseguiu levar:
um estribilho antigo,
o carinho no momento preciso,
o folhear de um livro,
o cheiro que um dia teve o próprio vento...

Mario Quintana

domingo, 24 de janeiro de 2010

Com ou Sem você

Ontem, hoje lembrei-me de ti. E sabes, senti saudade.
Sim talvez seja parvo, mas eu senti. saudades de estar contigo.
De sentir teu cheiro ( eu adorava teu cheiro ). De ouvir tua voz,
de te ouvir cantar sempre aquela nossa canção ( With or Without You - U2 )
de te ouvir soletrar o meu nome, bem pertinho ao ouvido.
Apesar de todo este tempo que passou,
eu te amei verdadeiramente.
Se ainda te amo?
Não sei, mas sem dúvida nenhuma, que penso em ti,
que sinto sua falta.
Mas de que adianta?
O passado foi lá atrás, já passou
tanto tempo, e este sentimento perdura.


Eu ainda não te esqueci eu não posso mais te amar.




ao som: With or Without You

sábado, 23 de janeiro de 2010

Hoje entendo o silencio sufocante de
quem tem ainda muito que dizer mas,
que sabe que não é o momento
certo para falar.
Que se perde quem se ama num

segundo e que nunca mais se
recupera dessa perda.
Que depois de se perder o porto de
abrigo, encontrar um farol é ainda
mais dificil porque é preciso o
dobro da coragem;
porque amar requer coragem e
sacrifio e nobreza de alma e para
quem não sabe amar é tarefa titanica!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Você foi a mentira sincera...

brincadeira mais séria que me aconteceu.








Queria tanto que estivesse aqui.

Mas ai me pergunto:

Estar aqui pra que?

Para contar aquelas mentiras sinceras, brincadeiras não sérias?







Hoje quando penso com saudades é porque a saudades apenas devora quando se esta longe, por perto você me enerva.


segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Reticências

Quanta mudança alcança o nosso ser.
Posso ser assim, daqui a pouco não.
Se agregar não é segregar.
Se agora for, foi-se a hora.
Dispensar não é não pensar.
Se saciou, foi-se embora.
Quanta mudança, daqui a pouco...
Se lembrar não é celebrar.
Dura-lhe a dor, quando aflora.
Esquecer não é perdoar.
Se consagrou, sangra agora.
Tempo de dar colo, tempo de decolar.
O que há é o que é e o que será, nascerá.
Nasss... será?
Reciclar a palavra, o telhado e o porão.
Reinventar tantas outras notas musicais.
Escrever um pretexto, um prefácio, um refrão.
Ser essência muito mais.
A porta aberta, o porto, a casa, o caos, o cais.
Se lembrar de celebrar muito mais.
A poesia prevalece, a essência, a paz, a ciência.
Não acomodar com o que incomoda.
Vou, vou engarrafar essa dor, vou engarrafar a saudade, vou embreagar a tristeza. Bendizendo ela vira beleza.
Gentileza gera gentileza.


sábado, 16 de janeiro de 2010

Vou ali ser feliz e já volto


ontem chorei. por tudo que fomos. por tudo o que não conseguimos ser. por tudo que se perdeu. por termos nos perdido. pelo que queríamos que fosse e não foi. pela renúncia. por valores não dados. por erros cometidos. acertos não comemorados. palavras dissipadas. versos brancos. chorei pela guerra cotidiana. pelas tentativas de sobrevivência. pelos apelos de paz não atendidos. pelo amor derramado. pelo amor ofendido e aprisionado. pelo amor perdido. pelo amor. pelo respeito empoeirado em cima da estante. pelo carinho esquecido junto das cartas envelhecidas no guarda-roupa. pelos sonhos desafinados. estremecidos. adiados. pela culpa. toda a culpa. minha. sua. nossa culpa. por tudo que foi. e foi. e voou. e não volta mais pois que hoje é já outro dia. chorei. eu chorei. apronto agora os meus pés na estrada. ponho-me a caminhar sob sol e vento. eles secam as lágrimas. vou ali ser feliz e já volto.


Caio Fernando Abreu

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

" Não quero ser triste
Como o poeta que envelhece
Lendo Maiakóvski
Na loja de conveniência
Não quero ser alegre
Como o cão que sai a passear
Com o seu dono alegre
Sob o sol de domingo... "

( Zeca baleiro- Minha Casa )


Imagino mil coisas, escrevo mil cartas endereçadas a ninguém e ouço mil musicas que me lembram alguém.
''É uma fase e vai passar''
{ ainda assim, hj me sinto feliz }

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010



Pronto!
Já tirei os quadros da parede,
joguei fora o resto de champanhe das taças,
pela janela atirei as falsas promessas
e cada marca sua que por ventura
ainda encontrei em mim!
Pendurei as estrelas no céu novamente,
retoquei a maquiagem,
escondi os cd’s, mas não consigo me
livrar das nossas músicas!
Peguei minha bolsa e do fundo
dela um meio sorriso e muitos suspiros,
além do papel com meu novo endereço: região dos versos atemporais, na terra onde mana inspiração...
A Outra
Los Hermanos
Paz, eu quero paz
Já me cansei de ser a última a saber de ti
Se todo mundo sabe quem te faz chegar mais tarde
Eu já cansei de imaginar você com ela
Diz pra mim se vale a pena, amor
A gente ria tanto desses nossos desencontros
Mas você passou do ponto e agora eu já não sei mais...
Eu quero paz
Quero dançar com outro par pra variar, amor
Não dá mais pra fingir que ainda não vi
As cicatrizes que ela fez
Se desta vez ela é senhora deste amor
Pois vá embora, por favor
Que não demora pra essa dor... sangrar

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009


Às vezes me pergunto
onde foi parar aquele imenso amor,
aquela entrega total,
o desejo da carne saciado,
ou então apenas aquele doce que estava na boca,
eu queria saber se foi só eu que perdi,
ou então fechou-se em potes de aço,
queria descobrir se o tempo expirou,
ou acabou a música em seus ouvidos,
ou apenas não sou mais seu conto de fadas,
acho que a lua apagou e já não se encanta com nossas fantasias...
Paulo Alvarenga

domingo, 27 de dezembro de 2009

Sei, eu sei que vejo mais do que eu deveria
Mas é que eu sou mesmo assim
Sinto, eu sinto tanto a sua falta...


A trilha sonora que nos acompanhou, parece ter sido escolhida a dedo...

terça-feira, 22 de dezembro de 2009


Uma vez amei, julguei que me amariam
Mas não fui amado.
Não fui amado pela única grande razão —
Porque não tinha que ser.
Consolei-me voltando ao sol e à chuva,
E sentando-me outra vez à porta de casa.
Os campos, afinal,
não são tão verdes para os que são amados
Como para os que o não são.
Sentir é estar distraído.


Alberto Caeiro

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009


( ... ) Tudo o que nos fez feliz ou infeliz serve pra montar o quebra-cabeça da nossa vida, um quebra-cabeça de cem mil peças.
Aquela noite que você não conseguiu parar de chorar, aquele dia que você ficou caminhando sem saber para onde ir, aquele beijo cinematográfico que você recebeu, o acidente que lhe deixou cicatrizes.
Tudo isso vai, aos pouquinhos, formando quem você é. ( ... )



( Martha Medeiros )
Ha alguns dias sou acometida por uma sensação de despedida...
me sinto melancólica, será que fiz tudo o q deveria?
será que dei o melhor de mim, da melhor forma possivel?
Essa sensação tem feito eu olhar pra vida de forma mais carinhosa e atenta...

sábado, 12 de dezembro de 2009

Os dias são longos e as noites
parecem não ter fim.
A sua ausência é quase um pesadelo,
a dor é quase insuportável.
A distância tem sido cruel,
Viajo em meus pensamentos
imagimando o reencontro.
As emoções que estamos reservando
um para o outro, a certeza que
o amor está intacto...
O que me define agora é:
Muita saudade de você,
volta logo?
( Sandra Ribeiro )
ao som de Jura Secreta: Zelia Duncan